Começou com um fim de semana que não acabou
Eu tinha 14 anos quando uma amiga encontrou uma filhotinha na rua e pediu que eu cuidasse dela só durante o fim de semana. Até segunda-feira, eu e minha mãe já estávamos apaixonadas. A Luna ficou — e foi por ela que eu decidi seguir na área.
Diferente de muita gente, eu não cresci dizendo que ia ser veterinária. Cheguei aqui por um caminho bem mais concreto: convivendo, cuidando e percebendo que era isso que eu queria fazer todos os dias.
A oportunidade que eu vi nos estágios
Desde o primeiro estágio, notei que os gatos recebiam um tratamento diferente. Muitos profissionais não sabem manejar a espécie de maneira adequada — seja por medo ou por desinteresse. Eles ficavam mais tempo contidos, eram examinados com mais pressa e saíam mais estressados.
Ali eu vi uma oportunidade. Não de ocupar um nicho de mercado, mas de fazer algo que estava sendo mal feito de um jeito melhor.
Anos mais tarde, ouvi numa palestra uma frase que resume bem o que eu já sentia: "não é possível ser um bom clínico de gatos sem viver com um".
Formação e trajetória
Trabalho com cães e gatos desde 2019, passando por estágios, banho e tosa e, principalmente, por um período longo como cat sitter — que me ensinou mais sobre comportamento felino do que qualquer aula.
Sou formada e atendo a domicílio desde 2023. Fiz curso de comportamento felino com a Dra. Larissa Runcos, referência nacional na área, e estou concluindo a pós-graduação em Clínica de Cães e Gatos.
Registro profissional: CRMV-SC 12436.
Por que escolhi o atendimento domiciliar
Porque resolve, de uma vez, os dois maiores obstáculos que eu via na clínica: o estresse do animal e a pressa do atendimento.
Em casa, o pet está calmo — o que melhora a qualidade do meu exame, não só o conforto dele. E eu chego com um horário reservado para uma família só, o que significa tempo para ouvir a história inteira, examinar sem correr e explicar até você entender de verdade.
É especialmente transformador para gatos. Boa parte dos tutores de gato que me procuram já tinha desistido de levar o animal ao veterinário, simplesmente porque a batalha da caixa de transporte não compensava.
Sobre cães, já que sempre perguntam
Eu adoro atender cães. A ênfase em gatos existe por um motivo prático: veterinário que entende de cachorro tem de monte. Veterinário com afinidade real por gatos, nem tanto.
Algumas tutoras já me contaram que me chamaram porque a minha logo tem um gato — e interpretaram isso como prova de que eu gosto e sei lidar com a espécie. Estavam certas.