O que é o atestado de saúde animal
É um documento emitido e assinado por médico veterinário com registro ativo no CRMV, atestando que o animal foi examinado, está clinicamente saudável, tem vacinação em dia e está apto a viajar.
Não é um formulário que se baixa da internet e se preenche. Ele exige exame clínico presencial e responsabilidade técnica de quem assina — por isso tem validade limitada e por isso não existe atestado emitido à distância.
Prazos de validade — atenção a isso
A regra prática: consulte a companhia aérea antes de agendar. Cada uma tem seu próprio manual de transporte de animais, e as exigências mudam com alguma frequência.
Para destinos internacionais, comece a organizar com meses de antecedência. Alguns países exigem microchip, sorologia antirrábica com prazo mínimo entre coleta e viagem, e tratamentos específicos — nada que se resolva na semana da viagem.
- Viagens de avião no Brasil: em geral o atestado deve ter sido emitido até 10 dias antes do embarque, mas varia por companhia
- Viagens de ônibus: normalmente também dentro de 10 dias
- Viagens internacionais: envolvem o CVI (Certificado Veterinário Internacional) emitido pelo Ministério da Agricultura, com exigências e prazos próprios do país de destino
O que a avaliação inclui
- Exame clínico completo com aferição de parâmetros
- Conferência da carteira de vacinação, com atenção especial à antirrábica em dia
- Verificação de desverminação recente
- Avaliação de aptidão para o transporte — algumas condições contraindicam viagem
- Emissão e assinatura do atestado com meu número de CRMV
- Orientações sobre a viagem: caixa de transporte, alimentação, hidratação e manejo
Uma conversa honesta sobre raças braquicefálicas
Cães e gatos de focinho achatado — bulldogs, pugs, shih-tzus, persas — têm risco significativamente maior em viagens aéreas, por dificuldade respiratória associada ao estresse e à variação de temperatura. Várias companhias restringem ou proíbem o transporte dessas raças no compartimento de carga.
Se o seu pet é braquicefálico, essa conversa precisa acontecer antes de comprar a passagem. Em alguns casos, a recomendação técnica é simplesmente não viajar de avião.
Preparando o pet para a viagem
A caixa de transporte não deveria ser apresentada na véspera. Deixe-a aberta em casa por semanas antes, com uma manta e petiscos dentro, para que ela vire um lugar familiar em vez de um prenúncio de coisa ruim.
Sobre sedação: não é recomendada de rotina para viagens aéreas. Sedativos podem comprometer a termorregulação e a respiração em altitude. Se você acha que seu pet precisa, essa decisão tem que ser avaliada clinicamente — nunca por conta própria.